SPIN Q&A com MARK HOPPUS.

20:22 , 4 Comments

FROM: SPIN

O baixista e amante da diversão fala sobre a turnê de reunião da sua banda, sobre ser um guru do Twitter e se o guitarrista Tom Delonge finalmente vai ‘’acender’’.
Bom dia! Eu tenho 8 horas de imprensa hoje. Há muito para falar, eu começarei a me odiar por volta da segunda hora.

Ainda não são 7 da manhã e o baixista da banda Blink 182 já está em um Blackberry em Los Angeles, saudando alguns 525 mil fãs no seu Twitter. Não, esse número não é um erro de impressão – e esse número está a crescer enquanto você lê isto.

Hoppus também usa seu tempo atualizando seu blog, Hi My Name Is Mark, onde centenas de fãs postam comentários em tudo que Mark decide dividir – de artigos sobre o Blink 182 até vídeos de Obama.

Esse mês, Blink 182 encerrou um hiatus de 5 anos e estão planejando sua primeira turnê. Então, como Hoppus fez para continuar tão espetacularmente popular por todos esses anos? Sendo o mesmo cara que ele sempre foi: gracioso e com uma habilidade inata de envolver todos os fãs que ele ganhou.

Em 20 minutos que tivemos com Hoppus durante essa corrida de entrevistas – ‘’esse é meu trabalho’’, ele disse sem nenhum sarcasmo, ‘’isso é o que eu faço’’ – para ouvi-lo sobre o surgimento da reunião do Blink 182, sua turnê com Weezer e Fall Out Boy, e se o seu companheiro de banda, Tom Delonge, finalmente animou-se após meia década de seriedade extrema.

Como você se sente quanto à turnê? Tendo feito duas apresentações no Leno e uma festa na T-Mobile.
Nós estamos meio que engatinhando quanto a tocar ao vivo. A festa na T-Mobile foi muito divertida, foi tão divertida que Tom praticamente não se lembra de nada daquela noite.

Qual a sensação de estar de volta aos palcos juntos?
Sinceramente, é como estar voltando para casa. Nós passamos os últimos dois meses em ensaios, e teremos mais uns dois meses antes que a turnê comece. E as coisas estão indo muito bem. Tem músicas que nós tocamos nos primeiros ensaios e que eu lembrei tudo, e há outras músicas onde eu paro e falo ‘’ei, esperem, onde é mesmo que eu toco o baixo nessa?’’

O que você pode nos contar sobre a turnê?
Bem, estamos trabalhando com Mark Philips, que trabalhou com Daft Punk, Nine Inch Nails e Kanye West. Nós nos encontramos com ele algumas semanas atrás. É como falar com Albert Einstein sobre matemática, porque é algo fora da nossa imaginação. Nós falamos a ele que é muito importante ter o lugar todo envolvido no show. Ele ainda não nos mandou nenhum esboço, mas eu ouvi algo sobre diferentes áreas do palco movendo-se em diferentes direções ou coisa do tipo. Deve ser como um Cirque Du Soleil punk rock.

Se eu o ver num trapézio, ficarei um pouco espantado.
Travis já esteve de cabeça para baixo com sua bateria antes, então não sei dizer o que ele fará.

E sobre ter os Weezer abrindo sua turnê? É estranho, desde que eles eclodiram cedo e abriram espaço para bandas como a sua?
Não, nós estamos realmente honrados deles quererem ser parte da turnê. Eu me lembro de uma das primeiras turnês do Blink, dirigindo um van e ouvindo o ‘’Blue Album’’ em um k-7, e cantando junto, sendo apenas um grande fã daquela banda. Nós estamos realmente excitados em fazer turnê com eles.

Aconteceu com eles algo similar ao que aconteceu ao Blink, eles tiveram algum tempo separados e depois se reuniram para a histeria dos fãs...
Na outra noite, demos uma grande festa de lançamento da turnê e convidamos todas as bandas para um restaurante mexicano, em Hollywood. É sempre estranho no começo das turnês, pois você não conhece exatamente todo mundo, e as pessoas ficam nos seus quartos, e algumas vezes leva uma semana ou duas até você ver todo mundo. Nós quisemos eliminar tudo isso e apenas ter uma grande festa antecipada. Então nós vimos os Weezer lá e falamos com eles um pouco sobre a turnê. Mas não falamos sobre as histórias de nossas bandas ou algo do tipo. Foi mais sobre como estamos empolgados por fazer essa turnê juntos.

Eu ouvi dizer que vocês estão deixando os preços dos ingressos baixos.
Oh sim, totalmente. Através da história do Blink 182, nós sempre tentamos deixar os preços dos ingressos baixos e fazer com o show fosse acessível à todos que quisessem ir, e nessa turnê nós trabalhamos duro com a CAA e a Live Nation, e conseguimos o preço de $20 para os ingressos de todos os shows, incluindo estacionamento. Não há taxas de serviços, nenhuma taxa escondida, então você estará entrando no show com 20 dólares.

Vocês têm o designer do Daft Punk criando coisas malucas e estão cobrando apenas 20 dólares pelos ingressos? Vocês conseguirão ganhar algum dinheiro?
Para nós, isso não é uma daquelas turnês onde a banda está sofrendo por dinheiro e sai para uma turnê para tocar sucessos, voltar para casa, ficar um tempão descansando e talvez fazer outra reunião após alguns anos depois. É mais sobre ter um verão divertido do que sobre fazer dinheiro. E nós preferimos tocar para 20 mil pessoas do que nos preocupar sobre fazer dinheiro.

Há um grande rumor sobre se vocês lançarão um novo single.
Bem, nós iremos tocar uma ou duas músicas novas nessa turnê, mas não sabemos se um single será lançado. Eu adoraria ter um single lançado enquanto estaremos em turnê, então as pessoas teriam um pequeno gosto das novas músicas e poderiam gostar mais ainda no show. Novas músicas em shows sempre parecem um pouco estranhas. Quando eu vou assistir a uma banda e eles falam ‘’nós vamos tocar uma música nova agora’’, eu penso ‘’oh, um Deus, vão mesmo?’’. Eu só consigo me empolgar com aquilo que eu posso cantar junto. Então eu adoraria ter um single lançado antecipadamente.

Você sempre está online com seus fãs. Você também os envolverá na turnê?
Sim, definitivamente. Nós não decidimos nada ainda, mas nós sempre tentamos levar as pessoas dentro da checagem de som, e tentamos fazer os tais ‘’meet-and-great’’. Nosso objetivo, como parte do show ao vivo, é eliminar a separação entre a banda no palco e as pessoas que estão assistindo. Eu acho que o Blink sempre conseguiu passar essa sensação de que estamos todos juntos, que o público não é algo separado. Nós queremos que todos se sintam parte do show de algum modo. Não se surpreendam se aparecermos tocando perto de vocês.

Sério, você tem meio milhão de pessoas te seguindo no Twitter. Por quê?
Pete Wentz e eu estamos tentando fazer as coisas de um jeito legal. Nós não somos caras que nos sentimos acima de ninguém porque estamos em uma banda. Especialmente no Blink, nós sempre reconhecemos o fato de que a única razão de fazermos o que fazemos é que as pessoas nos aturam. Quebra meu coração quando vejo bandas que não interagem com seus fãs e pensam que o sucesso é merecido, e não vêem o quanto são abençoados por aquelas pessoas suportares sua banda.

Uma última coisa: Tom está pronto para não ser tão sério?
Acho que mais do que as pessoas imaginam. Pois o Tom passou a ser um artista mais sério nos últimos 5 anos. Logo, ele tem cinco anos de obscenidades contidas no seu sistema. Dê um microfone e um público a ele, ele dirá tantas coisas indecentes que eu gostaria de pedir desculpas por ele xD.

Anônimo

Some say he’s half man half fish, others say he’s more of a seventy/thirty split. Either way he’s a fishy bastard.

4 comentários:

  1. Achei muito massa a humildade do mark, e pus nunca vi dar tanto valor assim pros fãns...Isso porque Blink é Blink. E tem tanta banda de merda ai que ignora os fãns. Esse Mark (L)

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  2. verdade, Blink 182 sempre teve essa característica. E isso é bom pra calar alguns caras que falaram que essa reunião seria apenas pra fins lucrativos (y)

    Blink 182 Forever \o/

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  3. Alem disso essa tradução está sendo plagiada para o Mundo inteiro ... euri

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  4. lol, o Jão é barraqueiro *-*

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