Blink-182 provou que ainda não perdeu a identidade

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A banda é engraçada, toca alto mas, certamente, não nostálgica.

LAS VEGAS, - "Filho da puta, - merda, - porra". Essas foram as primeiras palavras do Blink-182 para os fãs na noite de quinta-feira no Hard Rock Hotel & Casino.

Elas foram ditas pelo Sr. Thomas DeLonge - que realmente tem um talento para a coisa - e, se alguma coisa, eles perceberam que embora ele e sua banda tivessem ficado velhos, ficando meia década longe do outro, lançando projetos paralelos e linha de roupas, estrelando em programas de TV, criando uma família e tornando-se padrinhos de uma cena que eles nunca pretenderam criar, eles na verdade não mudaram nada.



E foi basicamente esse o tema do show de quinta, que apesar de uns sinos a assobios a mais (sem contar a bateria rotativa), foi um ótimo show do Blink. Nostálgico, não foi. Engraçado, alto, rouco, singelo e profano, com certeza foi.

Abrindo com "Dumpwed", de 1999, no álbum Enema of the State, depois com "Feeling This", do final, do disco Blink-182, a banda não deu sinais de nervosismo - isso foi, afinal, o começo da primeira turnê desde 2004. Pelo contrário, foi como eles tivessem saído de uma máquina do tempo, perfeitamente preservados. DeLonge ainda arraza com a guitarra (e falando tudas aquelas merdas), Mark Hoppus ainda toca muito o baixo (e pulando pra cacete), e Travis Barker ainda toca muita bateria (e não vestindo camisa).

Eles tocaram algumas músicas (depois da abertura de saudação de DeLonge "Rock Show" seguida de "What's my age again?", "First Date" e Adam's Song"), e umas menos conhecidas ("Not Now", "Going away to the college", "Anthem Part Two"), todas as quais foram consumidas pelo suor e a galera gritando. Oh, e as zoações entre as músicas? Bom, vamos dizer que eles nunca perderam o passo disso. Importante dizer que perto de 90% das coisas não foram impressas, incluindo Hoppus lançando uma paródia de Waylon Jennings' no "The Dukes of Hazzard" antes parando e falando, "Eu tenho 37 anos, mas enfim... peido!" e DeLonge falando de 15 lugares diferentes para fazer sexo com os membros de suas famílias.

Não quer dizer que todo o show foi falando besteiras de xixi-cocô. A banda também provou que com a idade vem a habilidade de tocar melhor.

Barker também teve sua chance de brilhar, na forma de um solo estendido que ele fez uns remixes de Jay-Z "Dirty off your shoulder", enquanto sua bateria rodava 360º (infelizmente não vimos tudo, nem o "Barker e sua bateria por cima do público" já que o Hard Rock é um lugar pequeno). Isso foi recebido com muitos aplausos, gritos e muitas câmeras de celulares apontadas.


O show pirotecnico de Barker veio depois do final do set do Blink. Seus colegas de banda surgiram ao palco e tocaram as músicas "Carrousel" de 1994, do álbum Cheshire Cat, e - claro - "Dammit" de 1997, do álbum Dude Ranch. Foi a última coisa que as crianças queriam, e quando começaram a tocar o refrão mais rápido, a galera enlouqueceu, faziam moshes da melhor maneira que conseguiam e erguiam seus braços e gritavam o máximo que podiam.

Assim, como eles ainda estavam no palco, DeLonge resolveu acabar o show de uma forma perfeita. Aproximou-se do microfone e disse:

- Vocês são tão fofos! São tão sexies! Eu nem sei o que dizer. MASTURBAÇÃO!

duksfts

Some say he’s half man half fish, others say he’s more of a seventy/thirty split. Either way he’s a fishy bastard.

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