Blink-182 amadureceu, mas isso não significa que todos cresceram

"Isso foi... incrível! Isso foi tão... bom, vocês estão todos grávidos," brincou o guitarrista e vocalista Tom DeLonge em um dos momentos de felicidade durante o show lotado que a banda fez sábado no First Midwest Bank Amphitheatre. Sim, todo mundo cresceu em algum ponto, e enquanto a última gravação da banda tinha um olhar mais maduro nas letras e melodias, o show também lembrou que ser adulto não significa que você tem que levar tudo a sério.

Em meio a muito humor e divertimento, Blink-182 balança entre as angústias adolescentes e os problemas da vida adulta. E embora tenham passado quatro anos desde que a banda entrou em "hiatus indefinido", a química do grupo permaneceu a mesma. Sem nenhum novo material - o grupo disse que está trabalhando em uma nova música - e foi uma performance cheia de grandes sucessos, e não teve cortes e coisas do gênero, a adrenalina que foi o combustível do punk-pop é que estava presente. Incluída nisso está a banda Fall Out Boy, que abriram o show para seus ídolos e anunciaram durante o set que aquele show seria o último em Chicago, por um "um longo, longo tempo."

O baixista e vocalista Mark Hoppus agiu como um adulto, comparado ao infantil Tom DeLonge, que tinha lampejos de adolescente, que espelhava os fãs que estavam na frente deles. Por exemplo, em "What's My Age Again", que ficou cheia de 'intenções sexuais'. Hoppus respondeu com a canção cheia de idéias suicidas "Adam's Song". E as linhas estavam geralmente manchadas entre a maturidade de ser casado e ter filhos e o humor de sempre, no instante em que DeLonge iniciava "Always". Enquanto ele 'profanava' e tentava demonstrar algum sentimento, estava claro que por trás da atitude infantil, ele cresceu, tanto musicalmente quanto na vida pessoal.

A 'chamada pela responsabilidade' de "Stockholm Syndrome" junto com o baixo envolvente, a guitarra frenética, e a bateria ditando ritmos e complexas melodias, só mostrando Blink-182 é mais do que simplesmente uma banda de rádio; e a habilidade da banda é de verdade, não baseada em efeitos e playbacks. O baterista Travis Barker trouxe a casa abaixo durante o bis quando ele estava no ar, no seu solo aéreo, enquanto ele destruía na bateria.

Com adeptos entre adultos e adolescentes, Blink-182 está melhor do que nunca.

rafa182

Some say he’s half man half fish, others say he’s more of a seventy/thirty split. Either way he’s a fishy bastard.

Um comentário:

  1. Que belo texto cara! Tudo verdade, muita gente espera que o Blink seja o mesmo da época do Dude Ranch ou do Enema, mas as pessoa crescem e o trabalho acaba amadurescendo tambem... sou fã para sempre seja como for.

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