REVIEW: Blink-182 em Cincinnati
Blink-182 é quase puro, Fall Out Boy é pervertido em Cincinnati.Panic! At The Disco também toca, sendo a banda de abertura.
CINCINNATI - Imagine ver Kim Kardashian lendo um livro e fazendo exercícios de calça colada e camiseta. Agora, essa imagem está se aplicando para o Blink-182 reunido e fazendo um show de 90 minutos cantando canções sujas ou fazendo piadas sujas. Impensável, certo?
Bem, isso aconteceu quinta feira à noite, no Riverbend Music Center na frente de mais de 20 mil fãs que gritavam naquele que foi o maior show da turnê de verão até agora. Gig #13 deu sorte para Travis, Tom e Mark, no geral, faziam adolescentes e pré adolescentes cantar com eles com amor enquanto os rapazes retribuiam o favor e tocavam só os clássicos do seu pop punk.
O show começou com um boom, e a banda surgiu tocando "Feeling This," "What' My Age Again?", e a melosa "I Miss You", na frente de uma torre com 6 telas que giravam, parecendo estar no interior de uma gigante nave espacial. Apesar da maioria dos fãs estarem fora da escola quando o Blink se separou, a 5 anos atrás, eles cantaram junto "Stay Together for the Kids" como se fosse o hino da juventude deles.
Talvez em função do tempo e da distância, os três membros da banda melhoraram em seus instrumentos, e sim, estão mais maduros no geral. Em respeito as F-Bombas e os gritos sobre os heróis do esporte local, a voz do guitarrista/vocalista Tom DeLonge soou menos nasal e mais robusta enquanto sua guitarra era tocada com mais habilidade. O baterista Travis Barker mostrou suas habilidades, misturando nuances de jazz, em "Stockholm Syndrome", e embaralhando minds durante o bis com o seu solo de bateria em que ele girava com a sua bateria sobre o palco, terminando em um ângulo de 30 graus e dando voltas, em uma homenagem a Tommy Lee, do Mötley Crüe.
DeLonge e o baixista/vocalista Mark Hoppus tocaram durante toda a noite, com uma conversa que mostrou que não importando qual fosse a briga que separou a banda por cinco anos, eles superaram e estão amando tocar juntos de novo. Eles deram um abraço de irmãos antes de "Adam's Song" e eles continuavam aumentando e aumentando o som, parecendo que o lugar ia explodir. E num momento que é cada vez mais raros em grandes show de rock, Hoppus não simplesmente agradeceu pelas bandas de abertura, ele cantou pedaços de canções de cada uma, embora tenha enrolado um pouco nas letras.
Quando eles tocaram "All The Small Things" e "Josie", os fãs da banda enloqueceram, tratando as canções como se elas fossem clássicos do rock dos anos 70. Os sorrisos nos rostos de Tom e Mark no fim do show dizia tudo.
Os coadjuvantes Fall Out Boy tocaram 45 minutos de um pop rápido, que lembrava o glam metal dos anos 80, assim como o pop dos 80, cortesia do não irônico cover do Journey "Don't Stop Believing." E para uma audiência que mal era nascida quando o Blink surgiu,o número de fãs que estavam no show era realmente impressivo - ajudado, sem dúvidas, pelo assistência vocal, do Panic! At The Disco, o vocalista Brendon Urie.
Por outro lado, FOB começou o show fazendo o que sabe fazer de melhor: tocaram canções como "This Ain't a Scene, It's an Arms Race", "I Don't Care" e "I Slept With Someone in Fall Out Boy and All I Got Was This Stupid Song Written About Me," que o baterista Andy Hurley mostrou do que é capaz.
Com um novo guitarrista Ian Crawford (the Cab) e baixista Dalton Weekes (the Brocbecks) no grupo, Panic! at The Disco 2.0 tocou durante 40 minutos do seu pop já conhecido. Mas no lugar do afeminado, camisas antigas, interpretes psicodélicos de circo e um moderno dândi, eles pareciam estar diferentes de um ano atrás, já que o quarteto usou ternos negros e um som mais soturno.
De "Lying is the Most Fun a Girl Can Have Without Taking Her Clothes Off, até "Camisado" e "That Green Gentleman (This Have Changed), a banda foi um pouco mais pesada e rápida do que costuma ser, com o vocalista Urie mostrando um pouco de sensualidade, conseguindo novas admiradoras. A banda também mostrou seu novo single "New Perspective", que deu ao guitarrista Crawford uma chande mostrar sua habilidade, lembrando os guitarristas de 1984.
No geral, era uma noite especial, triunfante para as bandas e seus fãs, especialmente os fanáticos do Blink, que estavam na frente e no centro das barreiras. Vestindo um chapéu de esquilo, o morador de Kentucky Brandon Rogers, 21 anos, disse que não dormiu por três dias, devido o nervosismo de ver do Blink pela primeira vez. "A música deles define nossa infância," disse ele. "Eles representam nossa idade."
Ele foi acompanhado pelo amigo Jonathan Dooley, também usando um chapéu de esquilo, e Rebecca Schweingruber, de 18 anos, que disse que tinha escutava Blink desde que estava na 5ª série, e ela saiu de casa as 3 da manhã, para ter a certeza de que seria a primeira a entrar no local. "Eu estava tão excitada com esse show, meu irmão e eu partimos dois dias antes da data," ela disse.
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